ESPECIAL MULHERES: 8 de março é um dia de luta!

Mesmo a ECT tendo se comprometido com o Pacto Pró-Equidade de Gênero e Raça, os avanços são irrisórios na ECT

Trabalhadora em homenagem a 129 operárias da fábrica Cotton (EUA) assassinadas em 1857 por reivindicar seus direitos. As mulheres em greve e ocupando a fábrica, foram trancadas e o local foi incendiado com todas dentro. Era uma fábrica têxtil e o tecido era lilás – por isso, é uma cor tão utilizada pelo movimento feminista. Trata-se de uma homenagem que reconhece e respeita a coragem e a disposição de luta das mulheres, muito diferente da deturpação comercial que o dia foi ganhando ao longo do tempo. É preciso reconhecer que a nossa luta não terminou! Seguimos corajosas na defesa de nossos direitos!


Dilma, assim não dá! Retirada de direitos, aumento das tarifas, corte no orçamento

Dilma sequer esperou o ano começar para anunciar seus ataques. Ainda ao final de 2013 foram editadas as MPs 664 e 665, que aumentam o tempo de trabalho para requerer o seguro-desemprego, pensão por morte (dilata o prazo de 15 para 30 dias do auxílio doença). O aumento nas tarifas do transporte público, na conta de luz, no preço da gasolina (o preço de quase tudo neste país sente o reflexo do aumento do preço dos combustíveis).

Estas medidas afetam principalmente as mulheres trabalhadoras, em especial as mulheres negras, grupo étnico onde existem os maiores índices de desemprego, informalidade e rotatividade de serviço. Os cortes em todas as políticas sociais afeta mais duramente as mulheres trabalhadoras, que são as líderes em 37,3% dos lares brasileiros. Apesar desse número ter dobrado de uma década para a outra, os salários continuam sendo 32% menores.


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Enquanto isso, na ECT, as coisas não vão nada melhor...

Tendo igualdade salarial garantida em Concurso Público, não está garantida a igualdade de oportunidades, tratamento digno e condições de trabalho dentro da ECT. Pelo contrário, são inúmeras as queixas do machismo e da violência a que as mulheres estão submetidas em seus locais de trabalho, denúncias de assédio moral e sexual, piadas grosseiras, falta de compreensão de chefias e colegas com os diversos papéis que a mulher desempenha além do trabalho...

Apesar de, desde 2011, a ECT ter assinado o Pacto Pró-Equidade de Gênero e Raça, os avanços são irrisórios para uma Empresa deste porte. No último Acordo Coletivo, assinado de forma completamente irregular, mantém-se auxílio-creche somente para as funcionárias, por exemplo. Para uma empresa que busca alcançar excelência, fica até feio condenar as esposas de seus funcionários a continuar em casa cuidando das crianças!

Apesar da Lei Maria da Penha já garantir que uma mulher em situação de risco tem prioridade na transferência e manutenção do vínculo empregatício por 6 meses, a cláusula 10 deste Acordo promete a mesma coisa já prevista em lei. Mas “sem quaisquer remuneração”. Isso é enfrentamento à violência?!


É preciso lutar para avançar

Eleger pela segunda vez uma mulher para presidenta do Brasil não garantiu mais investimentos para a Lei Maria da Penha, mais creches, mais saúde pública de qualidade, mais remuneração justa e condições de trabalho dignas para as mulheres. Pelo contrário! Só as mulheres podem agarrar seu futuro nas mãos e junto com toda a classe trabalhadora lutar pelos nossos direitos. 
Homens e mulheres precisam estar juntos na luta contra a exploração dos patrões e do governo e a opressão e violência que sofremos. Esta é uma luta não simplesmente de “gênero”, mas também de classe!

Para nós do SINTECT-SC a participação das mulheres nas decisões da categoria e na vida cotidiana do sindicato é a única forma de garantir vez e voz às mulheres trabalhadoras. O governo e a ECT gostam muito de falar em “empoderamento feminino”, conceito que serve muito bem para eleger mulheres a altos cargos políticos e no comando de empresas, mas não resolve o problema das mulheres trabalhadoras. Venha fazer parte deste processo! Seja delegada sindical em sua unidade, compareça às assembleias, visite nossa sede!


Dilma, queremos 1% do PIB para implementação de verdade da Lei Maria da Penha!

Estamos durante este mês coletando assinaturas para o abaixo-assinado organizado pelo Movimento Mulheres em Luta (MML) por mais recursos para uma real aplicação da Lei Maria da Penha. Sem recursos para construção de abrigos seguros, tratamento às mulheres vítimas, reinserção no trabalho e (muitas vezes) a necessidade de recomeçar uma vida, a violência contra a mulher não irá diminuir.

O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo fazendo parte da epidemia global que é a violência contra a mulher. A cada 2 horas uma mulher brasileira é morta pela violência machista; a cada 0 minutos 5 mulheres são espancadas e a cada 10 segundos uma mulher é vítima de estupro. Para virar este dado, é necessário investimento de verdade! 


Assine, divulgue, e nos ajude a coletar mais assinaturas! Conheça o manifesto completo em:

http://mulheresemluta.blogspot.com.br/…/25-de-novembro-vamo…



(Texto da dirigente sindical Thais Ciara Jasper Moreira)

0800-646-1992

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(48) 3346-3448

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Das 8h as 12h / 13h as 17h

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